A integração ocorreu na noite de segunda-feira, na Escola Básica Municipal Francisco Lanser
Uma noite para mostrar que não existem barreiras para prática esportiva. Na noite desta segunda-feira, atletas da APAN/Eleva foram até a Escola Básica Municipal Francisco Lanser, no bairro Tribess, onde jogaram vôlei sentado com a equipe da Secretaria de Inclusão da Pessoa com Deficiência e Paradesporto, em parceria com a Associação de Paradesporto de Blumenau (Apesblu), que promovem a inclusão e representa a cidade de Blumenau em competições oficiais.
O líbero Kauã; o levantador Rodriguinho e os centrais Wennder e Eder Levi representaram a equipe adulta. O Sub-19 da APAN/Eleva participou da integração com o central Caio; o ponteiro Lucas e os opostos Thierys e Marcos. O gerente Ademar Molon Jr. e a supervisora Suzi Reinert também marcaram presença.
O central Wennder definiu a experiência como gratificante poder usar um pouco da visibilidade para divulgar um projeto de inclusão. “Muitas vezes a gente reclama da vida, das dificuldades que são normais no dia a dia. Mas ao ver o próximo com as suas, mas vivendo feliz e praticando o esporte, faz a gente aprender com eles e vice-versa. É uma troca engrandecedora”, comentou.
A paratleta Marciana Seiler Piske destaca a importância de inserir pessoas portadoras de algum tipo de deficiência física ao esporte e jogar com atletas da APAN é uma experiência e tanto. Marciana já teve passagens pela Seleção Brasileira principal em quatro oportunidades. Algo surreal na sua concepção, podendo treinar com atletas que representaram o Brasil no Mundial, conquistando o título.
Com 39 anos e natural de Pomerode, Marciana atua como levantadora. A atleta precisou se superar após um acidente de moto que resultou na amputação de parte de sua perna esquerda. Essa motivação a transformou em jogadora da modalidade, sendo uma das pioneiras na região.
A equipe de vôlei sentado da Apesblu foi montada em 2020. No início do ano o paradesporto de Blumenau passou a contar com a Secretaria de Inclusão da Pessoa com Deficiência e Paradesporto. São 14 modalidades, sendo nove de alto rendimento, atendendo 600 pessoas com algum tipo de deficiência. São crianças e adultos, inclusive da terceira idade, conforme Maurício Pfiffer, coordenador de paradesporto da secretaria.